Como Ajudar Alguém?
– Como Ajudar Alguém?
Essa é umas das perguntas que as pessoas fazem quando se colocam no papel de quem deseja auxiliar, principalmente os que não querem ser ajudados.
E assim vamos aprendendo através de diversos meios. Bons e maus… Que não é o que as pessoas dizem que tem valor. Mas o que elas realmente são ou estão vivendo para aquele momento!
Não acredito que alguém mantém uma única personalidade durante toda a sua trajetória de vida, pois estas personalidades ou papéis vão se reproduzindo e se desenvolvendo conforme, principalmente, pelo ambiente externo ou social em que se vive.
Sobre tudo, sabemos que é de dentro para fora que resolvemos nossos conflitos. Assim podemos ser para o externo, aquilo que desejamos que o externo seja para conosco.
Para isso, há de se buscar sempre elevação…
Por este motivo, há pessoas que exercem múltiplos papéis ou se vestem de múltiplas máscaras. Que são mais amigáveis e dóceis com uns, mais amargos com outros, e assim vai…
Muitas vezes, é a sua ligação vibracional com diversas outras pessoas que lhe dá o contexto das diferentes e mútuas formas de tratamento…
Mas, acima de tudo isso, há em cada interior uma essência, uma vibração que vem da alma para muito além dos papeis e pessoalidades que representamos. Cujos, não deixam de serem importantes para um convívio social ou até meio de sobrevivência.
Nem sempre se diz o que se é, mas quando se aprende a observar melhor as nossas e demais atitudes, quando estamos no controle das paixões, podemos ter mais senso crítico.
Enxergar qualidades e discernir se estas mesmas nos são benéficas ou que exigem nosso afastamento, faz parte das nossas tomadas de decisões sobre as nossas permanências ou não nas relações.
Neste caso, não é a preponderância de um julgamento que se faz presente, e sim, uma análise mais profunda que irá refletir em nossas escolhas. Análises que partem do pessoal ao coletivo. Pois podemos respeitar os diferentes modos de uma pessoa ser, desde que estes modos não prejudiquem a nós ou ao demais.
Quando se fala em prejudicar, não está incluso a forma de alguém crer, pensar, ou como ela está atuando para resolver seus conflitos ou se aproveitando de seus benefícios. E sim, os seus atos que subjuga ou causam danos as outras pessoas, meio ambiente etc.
Quando as paixões e emoções descontroladas se fazem mais presentes, ou melhor, quando é “paixão cega” ela cria menor razão crítica nas pessoas. A emoção quando em estado negativo, fica desprovida de razão, se torna muitas vezes algoz do próprio bom senso, equilíbrio ou modo de se ver o mundo.
Por este motivo, muitas vezes as pessoas que estão apaixonadas ou deprimidas e vivendo em uma vibração negativa, causada por programas e experiências também negativas que ficam enraizadas no inconsciente devido a antigas más experiências, ela não enxerga as realidades da mesma forma que outros que estão de fora da ilha, ou da caixa, enxergam.
Neste caso, há também a negação de qualquer contra argumento. E, tentar forçar algo, não trará nenhum resultado benéfico para ambos… Podendo sim, ao invés de achar que se está ajudando, na verdade, está se criando ou gerando mais conflitos…
Não se pode deixar de destacar que muitas vezes estas pessoas podem serem usadas por oportunistas ou opressores que lhes conduzem a caminhos ou prisões. A manipulação psicológica se dá também, quando há essa abertura do senso crítico, causada por um arrombo que as emoções criam nas esferas que delimitam nosso consciente e inconsciente.
- Como ajudar alguém que não quer ser ajudado?
Tentar ajudar pessoas que não querem ajuda, é a pior coisa que se pode fazer por inúmeras razões, e certamente quem já tentou deve ter passado por uma más experiências.
Mas, quando se opta em doar amor, podemos deixar, mesmo em palavras, a compaixão como acolhida.
Há diversas formas, como através de uma mensagem que no momento não pode ser entendida. As vezes, até mesmo vista com irritabilidade. Porém, para quando for o momento certo, estará ali, disponível, como braços abertos…
Enfim, quem quer ajuda, procura! E ela pode não vir da forma que se deseja, como a resolução instantânea dos conflitos momentâneos.
Muitas vezes, a solução está em apenas ser quem auxilia alguém em ver os prós e contras de diversas opções de caminho. Ser um médico, doador, enfermeiro, psicólogo, terapeuta. Mas, jamais assumindo o karma de ser o caminho, ou forçar para que alguém siga um caminho ao qual se acredita ser o mais correto…
Ajudar as pessoas a terem mais consciência de suas necessidades básicas ou ações que devem serem tomadas, como mudanças de comportamento para que se saia de um conflito interno ou externo, necessita de muita força de vontade de ambas as partes.
Principalmente, para os que se colocam em posição de guias, há de se ter conhecimento e técnicas para se poder auxiliar sem o perigo de conduzir…
Porém, é necessário se deixar claro que há soluções… Há diversas soluções disponíveis no Universo: diversas terapias, diversos caminhos, diversos mestres
Muitos que servem de guias, são apenas pessoas que possuem uma lanterna, que ajuda a iluminar o caminho como na direção de um gaveteiro, onde este irá conhecer o conteúdo e escolher qual veste ou roupa irá vestir, qual ação irá tomar…
Em últimas instâncias, as escolhas são sempre de quem irá caminhar e as trilhar.
Acredito que:
– Cada um deve sempre escolher o seu caminho, livre e com consciência…
– Cada um tem seu próprio desenvolvimento pessoal…
– Felizes os que buscam, e encontram…
– Felizes os que sabem se fazer casa, sem grades, prisão ou necessidades de contra obrigações que muitas vezes se tornam mais pesadas que os conflitos originais…
Dentro de cada escolha individual, não podemos esquecer que:
– Há os que desejam serem ajudados e buscam ajuda…
– Há os que não desejam ajuda, nem serem ajudados…
– Há os que não querem se expor…
– Há os que não sentem confiança ou conforto em serem ajudados por determinadas pessoas…
– Há os que desejam serem guias, e orientam quando são procurados… (Mas, há de se ter o bom senso, que estes não são deuses, todos possuem suas necessidades básicas de um ser humano, e mesmo que possa não estar vivendo um conflito na mesma área que você vive no momento, e até bem superado, como no campo emocional. Pode, em outra área estar também aprendendo, buscando ajuda ou autoconhecimento. É aí que está o bom das trocas coletivas, cada um dá e contribui com o que possui em abundância ou adquiriu experiência, assim todos se ajudam e se dão as mãos)
– Há os que desejam serem pregadores e julgam… (estes, melhor eles se auto ajudarem ou buscarem ajuda primeiro)
– Há os que desejam ser o que são, dar sua contribuição ou mostrar o melhor e também o pior de si, sem o desejo de forçar nada, mas deixando uma marca como forma de experiência de aprendizados, de erros e acertos para aqueles que um dia poderão estarem momentaneamente cegos, trilhando um mesmo caminho, vivendo uma mesma história ou vibração…
– Há os que silenciam e navegam na escuridão…
– Há os que silenciam, se encontram e navegam na luz…
– Há os que silenciam e buscam por luz solitariamente… (Porém, sabemos que quando vivemos um grande problema, muitas vezes se necessita de ajuda externa, pois podemos estar presos demais a eles e sem forças para sair. Ou, estarmos perdidos, passando a vida toda em busca de soluções sem ter um caminho para seguir, ou impossibilitado de poder se realizar um tratamento que seja necessário para dar um novo sentido para suas vidas…)
Enfim… Quem se dispõe a ajudar, e quem deseja ser ajudado, em todos os casos, há a necessidade de uma atitude, uma mútua permissão.
Texto: Alex Marques





